Vamos lá. Quero resumir essa história, pois já deu e ainda vai dar pano pra manga. Quero resumir pois não aguento mais, mas preciso falar de algo.
Sabe aquela história de que todo político é ladrão, todo americano é burro, todo árabe é terrorista, todo jogador de futebol é analfabeto?
Isso é generalizar.
Mas é assim que as coisas funcionam no mundo. Infelizmente.
As pessoas só deixam de generalizar quando é um acaso, uma exceção.
Ontem, aconteceu uma tragédia anunciada. Toda apuração dos votos em São Paulo era um barril de pólvora e demorou muito para acenderem o pavil.
Quem começou ainda não se sabe. Estão investigando.
Mas vi muito corintiano pedindo para não generalizarem. Não misturarem os gaviões com os bandidos.
A atitude daquelas centenas de pessoas colocaram todos os corintianos como bandidos.
Mas não é só isso.
Aos olhos do Brasil, por causa desses 200 ai, os paulistanos ficaram rotulados de incapazes de organizar um evento. “Imagine abrir a Copa do Mundo”.
Por causa de 200, o mundo olha mais uma vez para o Brasil e suas cenas de barbaries, lembrando das cenas de tiroteios nos morros do Rio de Janeiro, dos assaltos em São Paulo, quebra-quebra nos estádios aqui e acolá. E por aí vai…
Por causa de 200, um país inteiro foi mal falado. Não temos capacidade de abrir um envelope e falar uma nota, quiçá organizar Copa e Olimpíada!
A apuração do Rio, sempre mais divulgada, ficou em segundo plano nesse Carnaval.
(Não me venha falar que é coisa da imprensa, mas aposto que você falou mais da apuração de São Paulo no seu Twitter, Facebook e afins)
Está vendo? O mundo já generalizou. Em vários aspectos.
Há muito a ser feito para mudarmos e mudarmos nossa imagem.
Parabéns pelo artigo. O pior de tudo é que mudar a imagem, generalizada ou não, demora muito e, pior, pode não acontecer.
Isso para mim é mais grave que tudo. O que me leva a crer que realmente, não generalizar seja algo perto do impossível.
Grande abraço.
Plastina
Plastina, como eu NÃO disse artigos atrás…
Angola sediou a CAN em 2010 e houveram os episódios em Cabinda com a Seleção de Togo, que todo mundo sabe.
Para mudar a imagem, Angola se preparou para essa CAN em Cabinda. Nenhuma confusão. Mas é um pequeno reparo para um dano muito grande.
Aliás, a Transitions deve estar feliz da vida…